ESTADO-BANDIDO É PÉSSIMO PARA TODOS.

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O senador maranhense Lobão Filho ((PMDB) criticou segunda-feira passada a atuação da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que foi a São Luís para para averiguar a situação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, local cujo abandono por parte do poder público deu ensejo a crimes que, devido à sua brutalidade, causaram perplexidade no Brasil e em várias partes do mundo. O parlamentar declarou: "A prioridade absoluta da comissão tem que ser prioritariamente (sic) das vítimas, e, no final da fila, os presidiários". Na entrevista concedida ao portal G1, completou: "Na hora em que se faz uma visita para defender direitos humanos, priorizar os detentos é um equívoco". 



Gostaria de dizer àquele que representa 200 milhões de brasileiros no nosso parlamento: senador, não faça isso com o sofrido povo do seu Estado e do seu país. 



A raça humana levou séculos para compreender que a melhor forma de organização social é o Estado Democrático de Direito. Descobrimos, entre outras coisas, que o poder tem que ser regulado. Nenhuma autoridade pública pode atuar ao arrepio da lei. Por que chegamos a essa conclusão? Há uma tendêndia em nós de usar o poder em nosso favor e contra os nossos adversários. O que falar sobre o poder de prender?Esse é um tema sobre o qual deveria haver ampla clareza. Privar uma pessoa da sua liberdade é muito poder para a nossa natureza de bode. Somos propensos à vingança. O que os membros da nossa assembléia nacional constituinte decidiram? Que a nossa Constituição Federal asseguraria aos presos o respeito à integridade física e moral. 



Isso é interessante para o senhor e para mim. Podemos parar lá. Um filho nosso pode tomar o mesmo caminho. E o que fazer quando políticos de renome são sentenciados à pena de reclusão e exigem o que o pobre e negro não pode pedir? E se as regalias, justas por sinal, exceto pelo fato de não serem extensivas a todos, desestabilizarem o sistema de desigualdade na aplicação da lei, levando morte e destruição para os presídios brasileiros? 



Não quero viver num país em que percamos por completo a confiança no poder público ao vê-lo impunemente torturando e matando. Senador, não permita que o povo veja esse sonho da humanidade como inexeqüivel. Não semeie desconfiança. A governadora do seu Estado perdeu a autonomia e autoridade. Seria banida da vida pública em qualquer país sério. A visita dos senadores àquele campo de concentração, portanto, sob este ponto de vista, era do interesse de todos, ainda que poucos tenham consciência do que significa o Estado respeitar in totum a lei mesmo quando isso vai de encontro à opinião pública.



O Estado não pode perder sua superioridade moral nivelando-se ao bandidos. Trabalho em favela e conheço de perto a realidade das prisões brasileiras. Nossa sede é no Jacarezinho, comunidade pobre da Zona Norte do Rio. A Polícia Civil do Rio de Janeiro sabe dos serviços que prestamos durante anos na carceragem de Neves, no município de São Gonçalo, no Estado do Rio. Lido com pobre e bandido. Para eles tudo é fake. Falso. Somos todos uns mentirosos. Atores.



O que eu tenho para dizer lá na ponta para um bandido que quer recomeçar a vida, a quem estou tentando tirar do tráfico, que vira-se para mim e diz: "Se eu fizer o que o senhor está me pedindo, que é se entregar, eu morro"? O que falar para meninos e meninas que veem seus pais sendo massacrados e mortos no sistema prisional? O que dizer para mães e esposas? O que falar sobre os "buchas" e suas famílias? O senhor os conhece? Está absolutamente certo de que todos os que estão presos mereciam estar dentro dessas masmorras medievais? Conheci muita gente que, apesar de presa, não cometeu crime algum. Tantos outros, detidos por motivos insignificantes, que não se comparam aos crimes cometidos pelos que elegeram o senador Renan Calheiros presidente do Senado Federal.



Quando falo para muitos dos que têm ou tiveram envolvimento com o tráfico sobre Estado, lei, justiça, democracia, integração social, eles riem de mim. Preciso que o poder público brasileiro me dê subsídio para dialogar com essa gente. Não posso falar em nome de bandido para bandido.



É impossível manter membro da espécie humana dentro de muros de opressão sem que isso vaze e atinja inocentes do lado de fora. A história geral está repleta de exemplos dessa natureza. Não insinue que cuidar do direito do preso não é cuidar do direito do policial e de crianças como Ana Clara Souza, morta queimada dentro de um ônibus em São Luiz. O governo do seu Estado é parteiro dessa desgraça toda. Ele tornou patente o que estava latente e que não se manifestaria da forma que se manifestou se não fosse provocado. Há pessoas presas em outras partes do mundo que não mandam meter fogo em criança. O injustificável não foi o sem causa. 



Senador, lutar pelo direito dos parentes das vítimas e dos policiais é oferecer igualdade de oportunidade de vida para todos, prevenir com inteligência em vez de reprimir com estupidez, dar salários dignos para quem arrisca sua vida ao lutar pela segurança de todos e não esperar que uma comissão do nosso Senado se dirija ao Maranhão e faça o que está no poder de gente como o senhor e a governadora do seu Estado fazer pelo pobre e oprimido.



Continuaremos em 2014 lutando nas ruas e nas redes sociais por governos que entendam que se a lei não é para todos não há democracia, que o exemplo tem que partir do que governa e que se há violação histórica e sistemática dos direitos humanos de alguns, haverá sempre insegurança para todos. 





Antônio Carlos Costa



Fundador da ONG Rio de Paz (Filiada ao DPI da ONU)





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Conversa sobre diversidade sexual, direitos e revolução de valores

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Falar sobre homossexualidade realmente pode ser bastante complicado para quem não entende do assunto, atualmente muitos “preconceituosos de carteirinha” que vivem da cultura universal do “não tenho preconceito, mas...” na verdade somente reafirmam o medo de ser tachado como tal, no entanto, no mundo todo, além de muitas curiosidades, pode-se visualizar expressivamente inúmeros esforços de diversos atores no cenário internacional no sentido de criar uma cultura de conscientização da homossexualidade. Diante desses esforços se encontra uma situação importante, recentemente, a FIFA comunicou apoio ao jogador Thomas Hitzlsperger, aposentado aos 31 anos, ex-jogador da seleção alemã que anunciou publicamente sua identidade homossexual, não para aí, segundo o portal “Terra Esportes”, outros 50 jogadores pelo mundo já anunciaram sua homossexualidade, entre eles Orlando Cruz, boxeador portorriquenho; Kevin Grayson, jogador de futebol americano; Jason Collins, jogador de basquete da NBA; Lori Lindsey, futebolista americana; Luiz Cláudio Alves da Silva, o Lilico, ex-jogador de vôlei e brasileiro; Jessica Landström, futebolista sueca e entre outros. 

Diante dessas curiosidades, sobretudo nas últimas décadas no Brasil percebe-se uma lenta quebra de conceitos ultrapassados e um processo de fragmentação da cultura homofóbica, no entanto, ainda precisa-se avançar nas políticas públicas relacionadas ao tema, e principalmente garantir o esvaziamento de personalidades homofóbicas e preconceituosas dos cargos do poder legislativo nacional, as violentas ações recentes por grupos de pressão simpatizados com o tema no Brasil reforçam esse discurso.

Em 2011 a II Conferência nacional de direitos humanos LGBTT alavancou o debate e trouxe á tona como a organização deste público no Brasil cresceu repentinamente, considerando as últimas décadas. O texto das diretrizes aprovadas nesta conferência se baseiam necessariamente no combate à homofobia, lesbofobia e transfobia social e institucional, e destacar o papel do governo e das diferentes agências estatais no sentido de construir uma nova cultura no país que considere as diferentes expressões de orientação sexual e identidade de gênero com recortes geracionais, capacitismo e pessoas vivendo com HIV/aids como dimensões fundamentais dos Direitos Humanos. 

O retrocesso, no entanto, ainda é vivo no Brasil, mesmo sabendo que o censo do IBGE de 2010 diz que o País possui mais de 60 mil casais homossexuais declarados, metade disso tudo, cerca de 30.202, estão na região sudeste. O arquivamento da PEC 122 reforça esse discurso segundo Breno Santana, ativista dos direitos homossexuais “O arquivamento da PL 122 considera-se retrocesso, principalmente no nosso País, enquanto milhares de jovens sofrem discriminação todos os dias pela sua opção” Disse Breno.

Mas, mesmo diante dessa disputa ideológica entre uma geração de pessoas que quebraram o tabu e estão fazendo uma “revolução de valores” e outra completamente conservadora e envolvida nos piores discursos preconceituosos ficam vários questionamentos, como por exemplo, de que maneira o modelo de família tradicional atualmente está recebendo isso? A sociedade como um todo está realmente preparada para aceitar essa suposta “revolução de valores”? Segundo Kelly Kotlinski, mestranda em sociologia no Departamento de Sociologia e Política da PUC-RJ graduada em Gestão Pública, os valores sociais, morais, as regras de uma sociedade variam de acordo com o tempo, o espaço, os interesses, o nível de conhecimento e a liberdade de questionamento dessa sociedade. 

A quebra desse paradigma é cada vez mais real, e observe, já são 17 países no mundo que já legalizaram o casamento homoafetivo, e segundo Tony Pitman ativista australiano sobre direitos homossexuais cerca de 10% dos habitantes da Terra já moram em um país onde o casamento gay é respeitado.

Lucio Silva, graduando de Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão
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Por Maxsuel Silva: Você que é crente, gospel, evangélico e principalmente cristão, precisa fazer algo!

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Por: Maxsuel Silva

"Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados". Provérbios 31:8-9 

Todos sabem, sentem, ou já passaram por algum problema oriundo desse (des)governo em nosso estado, o Maranhão é o único estado no nosso país que ainda existe oligarquia e coronelismo, onde uma família manda e desmanda em tudo, e está mais do que na hora da igreja fazer algo por aqueles que não podem, ser a voz das aqueles que não têm voz! John Stott disse uma vez que “a pressão politica, é uma extrapolação legitima do mandamento de amar o próximo!” 

Temos que parar de importar uma teologia de outros países e seus problemas, a igreja brasileira enfatiza tanto a prostituição e a pornografia e esquece-se do pobre e necessitado, e isso fica mais evidente em um estado como o nosso com os piores IDH’s do mundo, comparado ao Afeganistão! 

Como pode os marxistas, trotskistas e os movimentos de esquerdas serem mais misericordiosos e lutarem pelas melhorias dos problemas sociais de um determinado povo mais do que aqueles que se dizem filhos de Deus e que dizem falar em nome dEle e acham que carregam seu Espirito Santo?! 

Mas alguns se usando de uma teologia que os livra de carregar a sua cruz dirão: “_Mas você não sabe que o mundo jaz do maligno?!” e eu responderia: _ O mundo jaz do maligno, mas a mulher tem muitos mais direitos hoje, o mundo jaz do maligno, mas por causa de descrentes que lutaram na década de 60 hoje você pode ir a uma marcha para “Jesus” sem nenhum restrição, o mundo jaz do maligno, mais hoje você tem muito mais direitos de que gerações passadas que derramaram seu sangue para que nós pudéssemos ter um pouco dessa bonança que temos hoje, entre tantas outras coisas! 

Eu fico com vergonha, muita vergonha mesmo, a minha igreja tem milhares de jovens, e na última grande passeata que houve em junho de 2013 eu vi só 3 ou 4 jovens em meio a um universo de quase 30mil pessoas... Não tem alguma coisa errada nisso!? Aqueles que deveriam fazer algo, não fazem nada ou fazem muito pouco, parecem alienados, androides, que vivem em seus mundinhos de achando que tudo isso é muito normal...

O trafico e consumo de drogas em nosso estado subiu mais 600% nos últimos anos, houve mais assassinatos em São Luís proporcionalmente do que houve em todo o estado de São Paulo, temos a pior educação do país, morrem todos os dias pessoas naqueles lugares que temos coragem de chamar de hospitais, e é inadmissível que em pleno século 21, em um dos estados mais rico da federação, pessoas vivam abaixo da linha da miséria e outros em regime de trabalho escravo nas grandes fazendas no centro e sul do Maranhão! 

 A igreja tem grandes projetos para ajudar a sociedade que nem mesmo o governo tem realizado, com centros de reabilitação, escolas, creches, orfanatos, mas qual igreja é grande o suficiente para abraçar toda a demanda?! Isso é uma decisão politica e a igreja tem que ser a vanguardista e protagonista disso, Jesus expulsou demônios, curou os enfermos, mas principalmente alimentou o faminto, isso deveria nos ensinar algo muito profundo, e se for preciso participar politicamente dentro das instâncias deliberativas para isso, que seja assim! 

Já me cansei também de ver essa tal “voz profética” que não sai de dentro dos templos e não toma atitudes proféticas, se tivesse mais luta para garantir aquilo que é constitucional e que é direito de todos, não precisaríamos orar tanto para que quando nossos irmãos em Cristo, ou mesmo qualquer familiar ou amigo não morresse pelo o péssimo atendimento de nossos hospitais!

O Pr. Antônio Carlos Costa do Rio de Janeiro – RJ há poucos anos atrás depois de ler o jornal em uma manhã em sua casa e se deparar que em 2 meses na cidade foram assassinadas 700 pessoas, e ele conta que se sentiu impelido a fazer algo, então ele colocou na praia de Copacabana dispostas 700 cruzes pintadas de preto representando aquelas vitimas, isso foi noticia no país e no mundo todo, alguns devem ter visto, e 2 meses depois o índice subiu para 1200 pessoas assassinadas na cidade do Rio de Janeiro, então ele colocou nas areias da praia 1200 rosas simbolizando essas pessoas que foram mortas, e ele disse uma frase que eu tomei para mim, “Temos que ser protestantes que protestam!” até por que protestante que não protesta é um paradoxo infeliz!

Uma vez eu fiz uma oração, “Pai, que eu possa estar vivo para ver esse estado melhor”, eu tenho um receio humano de lutar e lutar e não entrar em Canaã como Moisés, mas alguma coisa fala em meu coração que eu não vou perecer antes de ver a abundância de paz e prosperidade desse povo nessa terra dos viventes, mas isso pode demorar muitos anos ainda... ...ou pode ser breve, basta que todo o povo de Deus se una e faça aquilo que lhe foi entregue! 

Quem sou?!

Um jovem brasileiro apaixonado pela vida, sonhador com muita energia e disposição que dedica parte da sua vida a servir as causas do povo brasileiro na luta por uma sociedade com justiça, liberdade e minha pequena contribuição pela construção do socialismo e do processo civilizatório da humanidade... 

Sou cristão e me congrego na Igreja Batista do Angelim em São Luís – MA e Estudante de Pedagogia na UFMA.
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