A juventude brasileira, ou "juventudes" como prefere intitular Regina Novaes, pesquisadora do Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense terão a partir do dia 05/01 a garantia dos novos direitos previstos no Estatuto da Juventude. O recente documento, sancionado pela presidenta Dilma em 05 de Agosto de 2013 entra em vigor a partir deste dia 05/01, segundo o próprio texto.
O Estatuto tem como principal meta assegurar direitos específicos para a juventude brasileira com a criação do Sistema Nacional de Juventude e o fortalecimento da rede nacional de juventude.
O documento que trata das diretrizes das políticas públicas e dispõe sobre o direito dos jovens é um marco na história da trajetória das políticas públicas específicas para esta parcela da sociedade brasileira que segundo o PNAD - Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios 2007 já ultrapassam 50,2 milhões de pessoas. Mesmo diante disso tudo ainda temos um passado que pouco se foram observadas as especificidades juvenis e criadas políticas públicas que se adequassem ás particularidades das juventude, ainda assim, somente em 2004 o termo "jovem" fora inserido na constituição brasileira.
Nunca se viu antes como agora no governo Lula e Dilma a criação de inúmeras políticas públicas específicas para a juventude brasileira, contrapondo a visão da sociedade em sempre homogeneizar as juventudes como se as políticas gerais conseguissem atingir as especificidades das juventudes.

No entanto, a juventude brasileira deseja com muito mais força a construção de um debate novo, em que as politicas públicas do governo Petista de Lula e Dilma que até então são fragmentadas possam garantir desenvolvimento social. A busca por uma discussão nova acerca das políticas públicas para a juventude se confirmou durante as manifestações ocorridas nos meses de junho e julho no Brasil, acontecimentos que possuem um caráter essencialmente jovem.
Além de fortalecer as políticas para juventude, o Estatuto também garante a criação de espaços democráticos para ouvir as juventudes, estimulando sua participação nos processos decisórios, com própria criação dos Conselhos Estaduais e Municipais de Juventude.

